Ismael Leite de Almeida Júnior

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Aracaju, SE, Brazil
Poeta, cantor, compositor, guitarrista, apaixonado por mundos e vida.

sábado, 9 de abril de 2011

De Cinzas, fumaça, lendas, florestas... desesperança.

As cinzas, a brisa, às mágoas, a chama.
Os olhos, o rosto, as facas, o sofrimento.
As pálpebras, a lua, as dores, a cama.
Os dedos, o medo, os ossos, o encantamento.
           
As cinzas, a lembrança, as pessoas, a fumaça.
Os estalos, o desejo, os gritos, o desespero.
As cabeças, a labareda, as chamas, a mudança.
Os olhares, o temor, os encantos, o cheiro.

A chama exala o amor do meu deslumbramento,
Os outros fingem sofrer com o desaparecimento.
E o ego da sobrevivência mata cada um por dentro.

Não tem medo da dor, não podia ver no ardor
Das chamas que atravessa o corpo para uma tempestade,
De cinzas, fumaça, lenda, florestas e desesperança.

(Ismael Júnior, 2005).

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Falo aquilo que não sei...

Falo aquilo que não sei,
Ouço muito o que não digo,
Imagino coisas que não faço,
Sobrevivo a tudo que personifico.

Não me envergonha dizer que sou mudo;
Sequer então surdo.
Dá no mesmo.
E mesmo sem poder fazer aquilo que mereço
Choro lamentando os vícios desumanos.

Caprichos dos sonhos?
Marchas de loucuras?
Brenhas entre letras?
Luzes entre o negro?

Faço aquilo que imagino,
Tenho tudo que procuro.
Mesmo me sentindo vazio
Nunca tive nessa vida senão
Um pequeno pedaço do seu mundo.

(Ismael Júnior, 30/05/2008).

Eu, os olhos... os outros.

O nosso mundo vive para haver desejo
De compreensão, de choque - entre as farsas,
De medo pela ânsia do pecado.
Quem te julgas pecadora trazes em ti um laço amargo.

Vives pelo sangue.
Então, por que o medo?

O desespero é o teu anjo
Fiel e que domina o teu desejo
De saciar tua vida em outras – outros loucos?
Quem te serves de angústia em troca do teu orgasmo?

Ouves e não vês,
Sentes que te dominas e não tens forças
Para reconhecer-te.

Apeguei-me a teu hábito,
Estou julgando como um sonho
No qual juro ter forças
E não mais te acordará.


(Ismael Júnior ).

Eterna obcessão

Sem saber o que pode enfrentar,
Os olhos procuram encontrar
Aquilo que tanto os atormenta
E, por milhares de anos,

Flutuam em lágrimas
Mais ardentes do seu pensar,
Ofuscado algumas vezes
Diante de sua própria imaginação.

Queimando os horizontes
De forte ganância e sede de desejo.
Nunca deixará passar

Seus sentimentos por acaso,
Os seus sonhos são os maiores
Contrastes já imaginados.

Infelizes aqueles que tentam apagá-los,
Pois padecerão diante de uma eterna obcessão.


(Ismael Júnior, )

Tudo isso passa pela minha mente

És tudo que cativa o nada!
És virtude que contempla o inexplicável!
És vida que ao leo prioriza quase nada!
És pequeno no mesmo sentido, e inoculável!

Podendo ser triste no mundo de quase nada.
Podendo ser nada no tudo que é incompreensível.
Nadando nas lágrimas que morre na gargalhada.
Ou sofre na tristeza de poder ser vulnerável.

Mesmo sabendo que do nada morro de verdades!
Mesmo sabendo que de verdades morro de gargalhada!
Mesmo cego pelo espanto causado pelas beldades!
Mas vive-se de quase nada na terra da saudade!

Então lembras de coisas bravas, concorda?
Quase tudo isso passa pela minha mente.

Ismael Júnior ( ..........., 2008).

Tudo isso passa pela minha mente

És tudo que cativa o nada!
És virtude que contempla o inexplicável!
És vida que ao leo prioriza quase nada!
És pequeno no mesmo sentido, e inoculável!

Podendo ser triste no mundo de quase nada.
Podendo ser nada no tudo que é incompreensível.
Nadando nas lágrimas que morre na gargalhada.
Ou sofre na tristeza de poder ser vulnerável.

Mesmo sabendo que do nada morro de verdades!
Mesmo sabendo que de verdades morro de gargalhada!
Mesmo cego pelo espanto causado pelas beldades!
Mas vive-se de quase nada na terra da saudade!

Então lembras de coisas bravas, concorda?
Quase tudo isso passa pela minha mente.

Ismael Júnior ( ..........., 2008).

Entre árvores e túmulos

O sofrimento, nos braços do medo,
Lança-me para o campo do segredo,
Aterroriza o peito, o auge do desejo.

Enterrando-me nas cavernas,
Perdido sobre pedras,
Fecha as arestas
Onde soluçam minhas lembranças.

Emudeço a voz da minha sombra –
O lado escuro que de mim desponta
Na medonha brisa noturna.

E os meus sonhos...
Morreram com o passado, até agora
Não sei como encontrá-los.

A mente os engana,
A fim de esquecê-los a risos altos
No choro do meu cansaço.

Sinto-me duplamente enganado
Pelo meu passado:
Nos sonhos enrolados
E no eu, agora, cego e deturpado.

Existem verdades,
Condições e patíbulos.
Eu, no meio do campo,
Entre árvores e túmulos.



A procura da poesia lisérgica.

E agora falo para as trevas E para a luz. Quanto da minh’alma Figurará no fogo que arde E no brilho dessa luz opaca? Meus anseios e minhas l...